Hoje vim aqui para falar de assunto sério. Sem sarcasmos, fantasias e brincadeiras, o assunto que vou abordar é talvez até mais sério do que as pessoas imaginam. Todo animal dotado de sistema nervoso tem capacidade cognitiva para desenvolver pelo menos um tipo de atividade que o torna único. Logicamente com os seres humanos não é diferente, cada um tem uma ou mais qualidades que são mais desenvolvidas que em outros. Enquanto isso, o outro tem um tipo de qualidade que o difere do primeiro e por aí vai. Muitas pessoas tomam consciência do que são capazes de fazer, assim os desenvolvem, estudam e treinam para aperfeiçoar. Mas o que acontece com aqueles que não descobriram ainda o que os torna especiais? Uns sabiamente continuam a procura, pois entendem que há um chamado talento alí e nunca é tarde para descobrí-lo. Outros, infelizmente desistem e para preencher esse espaço vazio atacam os que estão no processo de desenvolvimento de seu talento. Complicado... mas deram um nome a esse movimento negativo: inveja. Como é lamentável que o invejoso não saiba que esse sentimento é pior que um câncer! Corrói e destrói tudo o que é mais valioso dentro de si e somente dentro de si. Ele é o único prejudicado e é tão prejudicado que pode somatizar e tornar-se fatal, muito ao contrário do que pensa. É verdade, a inveja pode matar. Procure, experimente e não tenha medo de errar que logo achará um jeito muito melhor e prazeroso para preencher o vazio que sente. A escolha é de cada um, é fácil. Então o que prefere? Ficar na defensiva e desenvolver algo ruim que pode ser irreversível? Ou desenvolver seu talento e ser admirado?
Vamos Ajudar os Tementes
Não, não foi erro de digitação. Não quis dizer tenentes, nem dementes: é tementes mesmo. Eu estava sentada lendo meu livro e totalmente desligada do mundo. Numa parada para virar a página, notei que ao meu lado sentou uma senhora com um livro preto na mão. Legal, uma companheira de leitura, tomara que puxe papo comigo, adoro quando sou interrompida de minha leitura para esticar a língua. Como desejo realizado, ela se vira para mim e pergunta se tenho Jesus no coração. Marquei a página em que parei e pensei um pouco antes de responder o seguinte:
- Humm... eu tenho veia, artéria, sangue obviamente, valvulas... não lembro senhora, acho que não tenho isso aí não.
Derrepente reparei que ela me olhava com cara de espanto, deve ter se assustado com a palvra sangue. Muita gente se assusta.
- O que houve? A senhora acha que tenho alguma coisa? Ela realmente parecia não estar de brincadeira.
- Sim, como temente ao senhor devo lhe apresentar suas palavras.
Olhei em volta e não havia ninguém, pelo menos nehum senhor:
- A senhora está com medo de quem? Quem é esse senhor que está te ameaçando? Deve ir à delegacia, se quiser te levo lá. Não tema, eu te ajudo. Há muitos casos de assédio físico e moral contra a mulher e as mesmas ficam com medo de denunciar e acabarem sendo mais prejudicadas e... fui interrompida:
- Vai chegar sua hora de ter o senhor Jesus em seu coração e ser temente a ele.
- Não senhora, obrigada pela preocupação mas não vou deixar nenhum homem me fazer mal, se fizer eu denuncio, faço o que for preciso. Além do mais eu já tenho meu coração preenchido pelo meu namorado que me trata super bem. Então eu acho que a senhora deve ir até a delegacia da mulher e fazer um...
Antes que eu terminasse meu discurso, tentando ajudá-la, ela se leventa num supetão e sai em passos largos e firmes.
Pobre senhora, deve estar com problemas, espero que siga meu conselho. Bem, deixamos isso para lá e vamos voltar no livro. Onde parei mesmo? Ah, aqui: "e o corvo disse, nunca mais..."
Um Vlog? #2
Fazer compras do mês no supermercado, eu tiro de letra. Para comprar um itenzinho só, o tiro se perde e olha só o que acontece:
O Que Eu Não Gosto de Comer
A Silvana do blog Esquina da Sil, contou o que ela não gosta de comer e lançou a pergunta aos seus leitores. Eu não respondi lá nos comentários porque daria um post completo. Um prato cheio para mim... ou vazio.
Vamos começar pelo que não diria que não gosto, mas não faço a menor questão. Respirem, vocês vão se surpreender e talvez me xingar.
Salgadinhos fritos. Atenção, eu disse fritos, assados eu gosto.
Macarrão instantâneo. Putz, só com aquele temperinho xumbrega não rola. Se incrementar com outras coisas, desce.
Biscoito recheado, não importa o sabor. Só rola se eu tiver com aquela fome monstra e não tiver outra coisa. Eu como uma unidade e olhe lá.
Vocês devem estar pensando: ah, ela só quer ser a saudável. Taí, não sou muito de fruta, principalmente uva. Agora, uma banana, huuummmm... aí é uma diliça!
Agora vem o que eu não suporto. Já suportei, confesso, mas não desce mais. Não como animais de jeito nenhum. Nada de porquinhos, vaquinhas, peixinhos, ovelhinhas, galinhas, cachorrinhos, gatinhos, coelhinhos e etc. Para mim são todos amigos e não comida (roubando a frase do "Procurando Nemo"). Nem o que vem deles, tipo ovos e leite. Já desmamei há tempos.
Que chata! Sou mesmo. Você gostaria de encontrar isso no supermercado?
O QUE HOUVE COM OS médicos?
Sim, fiz questão diminuir a palavra médicos no título... isso é um protesto. É impressionante o que esses profissionais da saúde têm feito: de tudo e mais um pouco, menos o seu trabalho. Digo isso porque nos últimos tempos todas as vezes que fui a algum medical doctor, eles diagnosticaram até o fio do meu cabelo, menos os sintomas dos quais me quiexei. Resultado: saio do consultório na mesma. Não estou ficando doida, olha só esse exemplo. Eu estava com muita fraqueza, dor no pescoço e acordava cançada, mas cançada mesmo, de não conseguir sair da cama. Marquei a consulta com um endocrinologista e lá fui eu, feliz e contente achando que iria ter pelo menos uma hipótese de solução. Era um senhor de cabelo branco, enfeitava seu local de trabalho - como todo médico - com fotos de família e umas quatro esculturas de muito mal gosto. Ah não, peraí, a do canto direito da mesa é uma réplica em corte longitudinal de um olho humano, de íris azul piscina, claro. Entrei e me sentei numa cadeira bem dura ao contrário da dele que parecia abraçá-lo. Pô! A doente aqui sou eu! Mas relevei o detalhe. Fui explicando tudo o que estava sentindo e que tinha visto na internet que poderia ser algum distúrbio hormonal. ALERTA: nunca diga a um médico que pesquisou na internet, eles ficam furiosos. O doutor nem olhou na minha cara, ficava digitando em seu computador branco-jaleco da Apple. Quando terminei, mediu minha pressão e perguntou se já tinha feito exame de tireóide, cuja resposta foi não, enquanto sua impressora barulhenta cuspia um papel. Quanto deu a pressão doutor? Está ótima. Não era o que havia perguntado, mas deixa quieto. Me entregou o papel, me disse para fazer todos aqueles exames e voltasse assim que tivesse os resultados. Fui no laboratório, tirei metade do meu sangue - exagerada eu? Imagina - e voltei com a papelada depois de uns dias. Taí doutor. Ele olhou, olhou, olhou e olhou mais um pouco, era coisa para cacete. Tá tudo certo contigo, só o LDL (colesterol ruim) que deu um pouco alto. Vai ter que deixar de comer churrasco, linguiça, hambúrguer, bacon... Tive que interrompê-lo: mas eu lhe disse que sou vegana, já não como essas coisas. Então, continuou, corte os queijos amarelos, leite, ovos e pizza. Doutor, eu não como essas coisas, mas ele nem deu bola. Passe a comer peixe ao invés de carne. Doutor, peixe é carne. Que burro, dá zero pra ele! Descrevi toda minha alimentação e ele disse que era muito boa. Ah então é alguma barriguinha que você tem, pratique exercícios. Depois dessa, desisti. O cara nem me examinou para saber se quer existia uma barriguinha alí. Me lembro de quando era criança, que os médicos examinvam o paciente. Botavam aquele palito agoniante na língua, apertavam a barriga, apalpavam, olhavam os ouvidos, olhos e por aí vai. Saí do consultório com os sintomas mais fortes ainda, foi aí que me deu um estalo: deve ser stress, fui pesquisar na internet, tratei com homeopatia e estou bem melhor. Se tem uma coisa que os médicos têm pavor, é a internet. Acho que se sentem ameaçados sei lá, mas se aquele fulano odeia tanto a internet, por que diabos não tirava a cara do Apple branco-jaleco e não examiva, vamos dizer, de modo old school? Essa foi só uma das experiências que tive com esses profissionais modernésimos... eu heim, tô fora. Ai, enquanto escrevo me deu uma pontada forte no peito, vou marcar uma consult... não, é melhor procurar no Google.
As Bicicletas
O tal veículo de duas rodas, não motorizado, movido facilmente pelas pernas humanas, é considerado pelas crianças um divertido brinquedo, para jovens e adultos um meio de transporte e um exercício amigo do meio ambiente... é, mas as coisas mudam.
Para as cápsulas protetoras feitas de metal e vidro, como se fossem um super robô ninja daqueles seriados japoneses, o inocente brinquedo se torna uma ameaça. Como assim? É simples de entender mas difícil de compreender que perderam o direito de andarem em grupo todo dia, ou melhor, uma vez ao mês. Para as cápsulas motorizadas, o grupo de vários não motorizados ganhou uma força tão grande que mexeu com o ego dos que comandam o império do Rio Negro. O que fazer para reverter a situação? Um tal que se chama Poderosus Automóbilis achou a resposta! Visto em situação de grande risco, tendo sua mente atacada por um grupo ultra, super, mega perigoso, veste sua armadura de metal negro e varre com bravura o enxame que ameaçava um espaço exclusivamente seu e de seus similares. Eu disse similares, não semelhantes, tá? Nesse momento, os poucos que restaram em pé choram e clamam por justiça, não faziam nada de ameaçador afinal. Analizando bem a situação, Poderosus atacou pelas costas, um ato de pura covardia, isso não pode ficar assim, os tidos como intrusos querem provar sua razão, retomam suas forças e... ué? Cadê o ser de armadura negra? Desapareceu, foi uma porrada e uma corrida.
Essa é uma estória de ficção, qualquer semelhança com algo ocorrido é mera coincidência.
Links de pesquisa:
massacriticapoa.wordpress.com
Assinar:
Postagens (Atom)







